Documentos apontam atuação de familiares de secretária de Educação de Alfredo Chaves em cooperativa de transporte escolar

Documentos obtidos com exclusividade revelam que familiares da secretária de Educação de Alfredo Chaves, Espírito Santo, prestaram serviços de transporte escolar por meio de cooperativa contratada pelo município, o que indicaria conduta antiética da secretaria. Um vereador do município estuda a possibilidade de denunciar a secretaria e solicitar uma investigação junto ao ministério público. “Não quero politizar o tema, mas se ficar comprovado que a secretaria favoreceu parentes vou propor que uma CPI seja aberta. Antes, porém, vou enviar a documentação ao Ministério Público” disse o vereador que, por enquanto, não quer ser identificado antes de analisar a documentação.

De acordo com as informações, o cunhado da secretária de Educação, Sônia Klen, atuava como cooperado da Cooperaguas, responsável pela execução de linhas do transporte escolar no município. Além dele, o documento aponta que o sogro da irmã da secretária também integrava a mesma cooperativa. Um dos itinerários, inclusive, estava formalmente vinculado ao nome de Osmar Grillo, identificado como sogro da irmã da gestora.

Os dados indicam que a atuação desses familiares ocorreu durante a gestão anterior e se estendeu, ao menos em parte, ao período da atual administração municipal.

As informações vieram à tona após a publicação de uma matéria que divulgou o print de uma mensagem atribuída a uma pessoa envolvida no contexto do transporte escolar, na qual é mencionado que teria “uma ajuda” para ingressar em determinada disputa. No entanto, a mensagem não identifica quem seria o responsável por esse eventual apoio.

Recentemente, a mesma secretária também esteve envolvida em uma decisão que gerou polêmica no município, relacionada ao fechamento de uma escola localizada no interior de Alfredo Chaves. À época, a medida foi alvo de críticas por parte da população local.

Durante o período da controvérsia, algumas pessoas chegaram a afirmar que o fechamento da unidade escolar poderia ter como objetivo beneficiar determinados interesses ligados ao transporte escolar. No entanto, tais alegações não foram oficialmente confirmadas pelas autoridades competentes.

Até o momento a secretaria não se manifestou sobre o caso e o espaço segue aberto para que explicações sejam divulgadas.

 

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