Estado de Alerta: Espírito Santo prorroga emergência zoossanitária e mantém blindagem contra a gripe aviária

No Espírito Santo, a proteção à saúde pública e à economia rural segue em marcha firme. Em uma decisão unânime, o Comitê Gestor de Enfrentamento à Influenza Aviária deliberou, nesta sexta-feira (09), pela prorrogação por mais 180 dias do Estado de Emergência Zoossanitária contra o vírus H5N1 — a temida gripe aviária. A medida, embora técnica, carrega o peso de uma vigilância constante: manter inviolável o território capixaba diante de uma ameaça invisível e letal que ronda a avicultura mundial.

Não se trata de alarde, mas de prudência. Desde maio de 2023, quando o Espírito Santo foi o primeiro estado brasileiro a confirmar casos do vírus em aves silvestres migratórias, o alerta passou a ser permanente. De lá para cá, foram reforçadas as barreiras sanitárias, intensificados os protocolos de biosseguridade e consolidada uma rede de cooperação entre instâncias federais, estaduais e municipais. E tem dado certo. O plantel comercial permanece livre do vírus.

“É um esforço coletivo que protege vidas, empregos e a nossa economia”, resumiu o secretário de Agricultura, Enio Bergoli. Com razão. Afinal, o setor avícola capixaba não é apenas uma fatia importante do agronegócio: é alimento no prato, é salário na casa do trabalhador, é estabilidade no mercado interno.

A prorrogação acompanha a Portaria nº 784 do Ministério da Agricultura, que mantém a emergência nacional até outubro de 2025. É a quarta vez que o Espírito Santo renova seu próprio decreto (nº 5.454-R), e não há sinais de relaxamento. Pelo contrário, o recado das autoridades é claro: vigilância segue sendo a palavra de ordem.

O Comitê Gestor da Influenza Aviária, composto por órgãos como Seag, Idaf, Sesa, Seama e Defesa Civil, além de representantes da avicultura capixaba, atua como um verdadeiro bastião contra a proliferação da doença. O envolvimento da população também é fundamental: qualquer sinal clínico suspeito em aves — como problemas respiratórios, neurológicos ou morte súbita — deve ser notificado via e-Sisbravet (www.idaf.es.gov.br).

Há um detalhe, contudo, que precisa ecoar além dos círculos técnicos: a ausência de surtos no plantel comercial capixaba não é obra do acaso, mas resultado de uma cultura de responsabilidade compartilhada. Produtores que não afrouxam os protocolos, fiscais que não hesitam em agir, técnicos que não arredam pé das zonas de risco. A blindagem é diária.

Em tempos de desinformação viral e negacionismo em alta, é quase subversivo reafirmar: a ciência salva, o planejamento protege, e a cooperação sustenta. A gripe aviária ainda não recuou. E o Espírito Santo, com firmeza e método, tampouco.

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