Deputados manifestam apoio a pautas de militares

Expectativa é que governo envie para o Legislativo projetos de reestruturação das carreiras e de reajuste na remuneração de policiais e bombeiros militares

Vários deputados estaduais manifestaram apoio aos policiais e bombeiros militares diante da expectativa de envio de propostas do Executivo para análise e votação na Assembleia Legislativa (Ales). Diversos militares e suas associações representativas estiveram presentes nas galerias do Plenário Dirceu Cardoso nas sessões ordinária e extraordinária realizadas na tarde desta segunda-feira (9) para pedir auxílio dos parlamentares.

Líder do Bloco dos Independentes, o deputado Coronel Weliton (PRD) falou que uma das iniciativas deve tratar da reforma administrativa das carreiras. Para o parlamentar, a reestruturação deve beneficiar dos alunos-soldados aos coronéis mais antigos das corporações. “Todos têm direito de serem contemplados. Precisamos aumentar o efetivo da Polícia Militar e do Bombeiro Militar para ajudar os servidores que atuam nos 78 municípios capixabas”, disse.

Fotos da sessão

De acordo com Coronel Weliton, a outra matéria deve tratar de reajuste na remuneração dos militares. “Qualquer projeto encaminhado para a Assembleia tem que contemplar todos os companheiros da corporação. As associações precisam ser ouvidas no encaminhamento de propostas salariais. Vamos estar atentos a todos os projetos que tratam dos Policiais e Bombeiros Militares”, prometeu.

Os deputados Engenheiro José Esmeraldo (PDT) e Adilson Espindula (PSD) também se pronunciaram a favor dos militares. O pessedista sugeriu conversar com o líder do governo na Ales, deputado Vandinho Leite (PSDB), para marcar uma agenda com o Executivo para discutir as proposições.
“O prazo é curto, temos um mês e meio para atender e resolver a reclamação deles. Estamos em ano eleitoral e só pode dar aumento até seis meses antes das eleições”, lembrou.

Segundo Capitão Assumção (PL), é necessário “estar alerta” para os projetos e analisar os textos para ver se contemplam todas as categorias das duas corporações. “Precisamos avaliar para não cometermos injustiças. (…) Precisamos ser vigilantes, mas não podemos ‘morrer pelo barulho do tiro’. Não podemos tratar de forma desigual nossas categorias. Tudo que fizermos em termos de legislação temos que pensar em quem vamos alcançar”, salientou.

Ele ainda mencionou que toda legislação que envolve segurança pública não deveria ser votada em regime de urgência, mas tramitar de forma normal, passando pelas comissões para ser debatida, inclusive, em audiência pública para ouvir as partes envolvidas. O Delegado Danilo Bahiense (PL), que presidia a sessão no momento, comentou sobre a redução nos índices de homicídios no Espírito Santo e que essa queda ocorreu por causa dos operadores da segurança pública que estão na ponta do combate à criminalidade.

Violência

A deputada Janete de Sá (PSB) usou seu tempo de fala para fazer uma defesa da vida das pessoas e dos animais. Ela afirmou que pessoas que maltratam animais são as mesmas que vão maltratar pessoas futuramente e pediu a revisão do Código Penal brasileiro.

“Eu defendo a vida das pessoas e dos animais. Não achamos justo as pessoas praticarem suas violências contra os mais frágeis. Fizemos um movimento ontem no Estado em solidariedade a um animal que foi espancado, torturado e morto (por jovens). Era um cão comunitário, de nome Orelha, que vivia em Praia Brava, litoral de Santa Catarina”, explicou.

Para a parlamentar, é preciso fazer uma reflexão de como os pais estão criando os filhos e a sociedade cuidando desses jovens. “Hoje é com um animal, amanhã é contra uma criança, uma mulher, um idoso. Todos que eles têm um poderio maior”, ressaltou.

Ela recordou que houve um caso semelhante no Estado, com um cachorro de nome Negão, que vivia nas praias de Guarapari e destacou a importância de se trabalhar uma cultura de paz. “Não apenas por legislação, mas nas escolas e em casa, porque dar limite também é amar, para que seu filho ajude a construir uma sociedade melhor, mais saudável e com justiça social”, concluiu.

Fonte: ALES

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