Segurança: categorias pedem melhorias salariais para todas as carreiras
O Plenário Dirceu Cardoso ficou completamente lotado de servidores da área de segurança nesta terça-feira (10). A Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado realizou a sua primeira reunião ordinária de 2026 e recebeu representantes de diversas categorias e carreiras, como policiais e bombeiros militares, investigadores e delegados de polícia, policiais penais, entre outros.
Uma das principais reivindicações apresentadas foi a dos policiais e bombeiros militares, que alegam que o governo estadual deve enviar à Assembleia Legislativa (Ales) projetos para a reestruturação organizacional e equiparação salarial de algumas carreiras militares com a dos delegados de polícia.
O assunto foi levantado por diversos servidores, entre eles Emerson Luiz Santana, da Associação de Bombeiros Militares do Espírito Santo; Eugênio Silote, da Associação das Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Espírito Santo; e Guilherme Thompson, da Associação dos Militares da Reserva.
Os representantes alegam que apenas militares de altas patentes serão beneficiados com as mudanças, o que aumentará ainda mais o “abismo salarial” entre os policiais e os bombeiros do topo e os da base das corporações.
“O governo socialista não pode promover concentração de renda, ele tem que promover distribuição de renda”, alegou o representante dos bombeiros, Emerson Luiz Santana.
Polícia civil
Entre as demandas apresentadas pelos policiais civis também está a valorização salarial. O presidente da Associação dos Oficiais Investigadores de Polícia, Thomaz Altoé, explicou que houve uma unificação de carreiras – escrivão, agente e investigador – o que gerou acúmulo de funções sem uma remuneração condizente com o aumento de atribuições.
Outro pedido é o pagamento de auxílio-saúde ou alguma outra forma de promoção do acesso dos policiais civis aos serviços de saúde, já que os militares têm o Hospital da Polícia Militar (HPM), que atende servidores e familiares. Tanto a PMES quanto a PCES são subordinadas à mesma pasta estadual, a Secretaria de Segurança Pública.
Presidente do colegiado, o deputado Delegado Danilo Bahiense (PL) comentou a situação dos oficiais investigadores de polícia: “Esses policiais tiveram um aumento de atribuições e não tiveram nenhum reajuste (…). O que eles querem hoje é diálogo”. Segundo o parlamentar, o tema será levado ao Executivo.
Também participaram do encontro os deputados Coronel Weliton (PRD) e Denninho Silva (União) e, de forma remota, Mazinho dos Anjos (PSDB).
Foto: Paula Ferreira Fonte: ALES

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